Relatório do Estado do Ambiente dos Açores

Investimentos em Matéria Ambiental
Síntese
  1. Investimentos da Administração Regional

    Na Região, após um perído de continuado crescimento em investimento ambiental com um máximo 2010, seguiu-se a partir de 2011 uma tendência para o decréscimo, com ligeiras variações do investimento em matéria de ambiente, atingindo-se um mínimo no final de 2016.

    Em termos relativos, as questões ambientais apresentaram também uma tendência crescente do peso do esforço financeiro dos Açores no contexto do PIB da Região, com um início na ordem do 0,3% do PIB dos Açores investido em ambiente, com um máximo em 2010 e 2011 de 0,9%.

    A conservação da natureza e sensibilização ambiental continuaram a ser dos domínios a absorver mais verbas. A partir de 2010, inclusive, verifica-se um grande investimento da administração regional na área da gestão de resíduos, em consequência da implementação da política regional de gestão de resíduos. Os recursos hídricos é um setor que mantém um nível significativo de investimento ao nível da administração regional. 

     

    Investimentos das Administrações Regional e Local cofinanciados por fundos comunitários

    Entre 2014 e 2016 o investimento público ambiental aprovado no âmbito do PO Açores 2020 e do MAC 2014-2020 totalizou 54 milhões de euros a que correspondeu uma comparticipação comunitária de 46 milhões de euros. No ano 2016 foram aprovados projetos com um investimento associado de 53 milhões de euros, correspondendo a 98% do investimento total aprovado no período 2014-2016. 

     

    Despesas e receitas da Administração Local

    Entre 2014 e 2016 é possível verificar a continuidade de um equilíbrio no valor das receitas e despesas dos municípios açorianos relativamente à gestão regular dos serviços de águas, se excluirmos os investimentos efetuados nas redes de abastecimento, havendo, sem estes, saldos positivos de exploração, verificando-se que, à exceção do ano de 2014, os valores das receitas são sempre superiores às despesas desde de 2011.

    Já em termos de gestão dos sistemas de resíduos sólidos municipais, verificou-se um saldo negativo, embora em 2016, o valor das receitas fosse muito próximo do valor das despesas.

     

Última atualização a 04-07-2017